o Cuca de Banana (cucadebanana) está crescendo

30 03 2008

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No dia 25/03, exatamente 3 semanas após o primeiro post, ele chegou ao milésimo view. Nestas 3 semanas e após 9 posts, é hora de reflexão e gostaria de compartilhar meus erros, acertos e aprendizados e contar a vocês quem colaborou, mesmo sem saber:

  • Acertos
    • Definitivamente o maior acerto foi dar ouvidos ao Mario Soma. Em nossas conversas e no projeto que estamos tocando juntos em nossas empresas (Datasul e RMA), ele sempre me incentivou a montar um blog para compartilhar o que eu aprendi nestes anos. Tomei muita “porrada” dele, mas já me considero um adolescente nesta área.
  • Erros
    • O que eu não faria novamente é travar um assunto e prometer próximos posts. Muitos posts bacanas deixei de fazer por ter me comprometido a fazer uma série de 4 posts com um tema específico como se blog fosse uma novela ou uma série de filmes.
  • Aprendizado
    • Blog não é imprensa marrom. Tive a oportunidade de conhecer muito conteúdo relevante de pessoas completamente desconhecidas para mim. Não sabia, por exemplo, que o Vicente tem um blog, ou que o Ubirajara tem um blog que fala sobre governança de TI (e ambos trabalham comigo). Tem muitas pessoas que conheci virtualmente, acompanho seus blogs e não os conheço pessoalmente, como por exemplo, o Rodrigo Campos da Allegro.
    • Blog é um filho e como tal pode parecer dar trabalho, mas é muito prazeroso. Vê-loele crescendo, as pessoas te dando retorno e com isto novas idéias surgindo, é uma experiência apaixonante.
    • Com um blog, você fica mais critico sobre as coisas que o rodeiam ou sobre o que você lê. Cada coisa nova que acontece ou a conversa com as pessoas “pipocam” novas idéias para posts.
    • Não se deve subestimar as tags. Elas é que vão resumir o que você postou e vai fazer com que uma comunidade se forme em torno de seu blog, da mesma forma que você já faz parte de outras comunidades.
    • O Blackberry ou qualquer smartfone é a forma mais rápida e segura para você fazer anotações que serão utilizadas em um novo post.

Gostaria de agradecer imensamente ao Mario Soma e ao Augusto Pinto pelo incentivo de criar o blog. Eles me introduziram no mundo social media.

Agradecer o apoio que recebi das pessoas que me rodeiam, tanto da Datasul, como a Carla Lavina e o Robério Lima e familiares, que me incentivaram muito. Muitas vezes minha esposa perguntava por que eu estava tanto tempo em frente do computador e muitas vezes sem olhar para ele (o computador). Mal sabe ela que eu estava pensando em um post. Várias vezes também fui dormir pensativo e ela preocupada comigo. Ela também não sabia que dormi pensando em um post e no outro dia de manhã eu já tinha destruído ele.

Aos parceiros e colaboradores como o Jeferson Durand  (Prise) e o Mozart Marin que cada vez que conversamos é uma fonte de inspiração para novos posts. Obrigado por compartilhar a inteligência de vocês comigo.





Negociação e Liderança – Insista em Critérios Objetivos

24 03 2008

paa154000069.jpg Este é o ultimo tópico das 4 comparações entre negociação e liderança baseados no livro Como Chegar ao Sim de William Ury.

Utilizar critérios objetivos é a melhor maneira de você manter o relacionamento com o outro negociador/liderado. Quando você tem critérios objetivos, as vontades ficam em outro patamar e você consegue discutir o que realmente interessa. Isto é fundamental, principalmente, em caso de interesses conflitantes.

Não fale o que você está disposto a aceitar ou o que você não está disposto a aceitar. Aqui, novamente, não estamos tratando de vencedor ou perdedor. O que se deve privilegiar são os méritos dos problemas e não nas pessoas. Você deve ser aberto à razão, porém fechado a ameaças.

Uma das vantagens de utilizar critérios objetivos é um aumento da produtividade. Geralmente as pessoas que utilizam critérios na negociação ou no trato com seus liderados, utilizam de forma mais eficiente o tempo pelo simples fato de falar baseado em normas, padrões, leis, etc.. ao invés de se focar em “achismos”.

Parodiando nosso presidente da República, “nunca antes na história” da humanidade foi tão fácil encontrar benchmark para utilização de critérios objetivos, baseado em ferramentas da Web como buscadores, blogs e wikis.

Estes critérios podem ser:

  • Valor de Mercado
  • Precedentes
  • Opinião cientifica
  • Padrões profissionais
  • Em custos
  • Em avaliação de especialistas

Para negociar/liderar baseado em critérios objetivos ser um bom ouvinte também é essencial. Procure sempre questionar mais do que propor. Faça questões que busquem conjuntamente critérios objetivos, como por exemplo: Como o mercado precifica isto? Se a resposta for o preço, faça uma nova pergunta tentando encontrar a razão para o preço.

Ao ter um critério ou um principio verifique se está bom para você e com base neste principio proponha algo diferente. Se você entender que o principio está bom, não se sinta enfraquecido em aceitar. Na verdade você estará sendo forte e utilize este principio como sendo dele e, portanto ele deve manter a palavra.

Se você receber respostas do tipo, “isto já é uma política nossa” ou ainda, “isto já veio pronto da corporação dos EUA”, você está enfrentando uma pessoa que está se concentrando em posição. Se for seu liderado é um momento importante para coaching, mostrando que não se devem aceitar as coisas sem antes saber o porquê delas. Tenho certeza que ao saber os princípios, você encontrará espaço para melhorias em processos e fará com que as pessoas pensem antes de agir e sejam pró-ativos na melhoria dos processos.





Negociação e Liderança – Invente OPÇÕES de ganhos mútuos

19 03 2008

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Este tópico  – Invente OPÇÕES de ganhos mútuos – me chama atenção de forma particular pela necessidade de criatividade. Posso garantir que a habilidade e/ou criatividade em inventar opções faz a diferença entre um bom negociador e negociador mediano.

Muitos acreditam que na negociação o que está se discutindo ou negociando é fixo e não imaginam que podem negociar uma forma de crescer o bolo a ser dividido.

No processo de diagnóstico, é importante que não se faça julgamento prematuro e nem buscar uma única resposta.  Para inventar opções, a pressa e a ansiedade podem ser sua maior inimiga já que ela, a invenção de opções, não ocorre naturalmente e é muito importante que se busque a iteração com o outro.

Criar opções de ganhos mútuos não responsabilidade de somente uma das partes e esta é a parte mais fantástica, pois o desafio é que ambos devem olhar o problema sob o mesmo ângulo, ou seja, eles devem estar lado a lado na busca da solução. Este ponto é especial, pois há a necessidade de ser pragmático.

William Ury sugere que se faça uma etapa de sugestões livres dividida em três macro-tarefas e posteriormente quebre em tarefas menores

  1. Antes da sessão
    1. Defina seu objetivo
    2. Escolha alguns participantes – aqui o bom senso é fundamental. Muitas pessoas a produtividade é pouco e poucas você pode perder em ter diferentes pontos de vista
    3. Mude de ambiente – Quanto mais diferente de uma reunião normal, melhor.
    4. Planeje uma atmosfera informal – Relaxar é a melhor alternativa para promover a criatividade
    5. Escolha um facilitador – apesar de informal manter a ordem é fundamental para se ter produtividade
  2. Durante a sessão
    1. Faça com que as pessoas sentem-se lado a lado - Quando citei acima em estar lado a lado, significa fisicamente. “O físico reforça o psicológico”
    2. Esclareça as regras básicas - Todos estão ali para ajudar e regras são sempre importantes para se manter o pragmatismo.
    3. Faça sugestões livres - Quando maior a lista de idéias, maior a probabilidade de se estar olhando o problema de todos os ângulos
    4. Registre as idéias a vista de todos - Use e abuse de Flip-Chart
  3. Depois da sessão
    1. Assinale as idéias mais promissoras - Aqui se podem usar as mais diversas formas de votação/priorização.
    2. Invente aperfeiçoamento para as idéias promissoras - Uma idéia boa pode se tornar ótima.
    3. Estipule um prazo para avaliar as idéias e decidir - o trabalho não terminou. Você inventou uma lista de opções e agora você precisa decidir.

Depois destas etapas procure se colocar no lugar do outro e avaliar como estas opções poderão ser recebidas. Se realmente há ganhos mútuos, qual é o alcance destes ganhos, se há interesses conflitantes ou comuns. Se houver interesses conflitantes é importante harmonizá-los.

Depois de tomar estes cuidados você inventou opções que fossem boas para ambos os lados, pois basicamente você ouviu e entendeu as opções que foram criadas em conjunto. No exercício de liderança estes passos podem ser usados para solução de conflitos entre o seu time e colocá-los lado a lado em rumo ao atingimento de um objetivo em comum. Afinal de contas este é o importante papel de um líder.





Gasolina = Software ?? Em colaboração a resposta é: SIM

7 03 2008

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Neste mundo de web 2.0 sou considerado um reformatado (ainda estou em processo de reformatação) mas depois que comecei a blogar acredito que eu tenha ficado mais crítico ou no mínimo mais observador.

Estava assistindo uma matéria chamada  Maravilhas Modernas  no canal  The History Channel  que apresentava a história do combustivel e a busca pela minimização do aquecimento global através do uso de combustiveis alternativos.

O que me chamou mais a atenção foi a colaboração que existe entre todas as refinadoras (Shell, TexacoExxon, Mobil, etc.) desde os anos 60. Em conjunto eles especificaram os 55 tipos diferentes de combustivel que existem no país e todas as refinarias são interligadas por uma tubulação que atravessa o país de norte a sul e de leste a oeste.

Um combustivel que sai da Texaco em Houston, TX, pode ser usado por uma distribuidora da Shell em Nova York. A diferenciação dos combustiveis entre as marcas é feita nos centros de distribuição com a adição de poucos aditivos. O restante é Marketing.

Pode-se notar uma semelhança muito grande com as comunidades que foram criadas nos últimos anos para o desenvolvimento de softwares como Linux e Java e mais recentemente a proposta feita por Jorge Steffens para a criação de uma comunidade colaborativa para desenvolvimento de objetos para ergonomia de software.

No Linux foi criado o que eles chamam de Kernel, ou seja, o núcleo do sistema operacional e depois cada um “aditivou” seus softwares (Red Hat, Conectiva, etc) e o restante é Marketing.

Vimos dois exemplos de colaboração entre competidores em mercados completamente diferentes.

Em que outras arenas podem haver colaboração ? Você conhece algum outro segmento onde existe colaboração entre concorrentes ?