Resultados não dependem de educação

5 03 2008

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Após escrever o primeiro post, lembrei-me de um post feito pelo Mario Soma em seu blog, que me fez ir mais longe no pensamento de trabalhar em algo que parece diferente do que você estudou.

Entitulado “Social Media quebra os paradigmas do RH”, msoma apresenta a experiência de se deparar com profissionais que se encaixam em todos os requisitos da vaga porém não possuem educação formal. Já tive essa experiência e pude contratar pessoas brilhantes sem sequer ter graduação.

No video abaixo, você pode assistir algo que já deixou muita gente embasbacada e que nos faz pensar que além de não trabalhar naquilo que estudou, formalmente alguns nem estudaram. Steve Jobs, chairman de uma das empresas mais admiradas do mundo, simplesmente não é graduado em nenhuma faculdade e informa que o mais perto que ele chegou de uma formatura foi fazendo este discurso.

Muitos podem dizer: “Ah! mas o cara é o Steve Jobs!” ou ainda, “toda regra tem exceções”. Mas pergunto: Quem tem coragem de contratar alguém sem curso superior ? Confesso que já o fiz, inicialmente fiquei com medo, mas os resultados foram ótimos. Tenho dois exemplos próximos de pessoas brilhantes que não tem curso superior porém tem os melhores resultados da equipe ao qual pertencem.

Obviamente sou a favor da educação formal e estimulo muito meus dois filhos a estudar.

O único alerta que faço é: Não deixem de contratar apenas por isto.

Você já teve esta experiência ? Concorda ? Discorda ? Deixe seu comentário.


Ações

Informações

9 respostas

10 03 2008
Rodrigo Campos

Caro Marcelo,

Concordo absolutamente. Temos além do Steve Jobs outros exemplos de pessoas que se destacaram em suas áreas de atuação. É claro que sou também a favor da educação formal, mas reconheço que existem profissionais com “talento” e vocação nata. Já tive experiências bem sucedidas de contratação desses profissionais e mal sucedidos na contratação de “especialistas”.

Parabéns pela abordagem corajosa.

Rodrigo Campos

10 03 2008
cucadebanana

Rodrigo,

Obrigado pela sua participação. Este é um tema que dificilmente é falado pela dificuldade de admitir a contração de pessoas sem educação formal.
A maior prova disto são os anuncios de contratação que colocam isto como pré requisito e muitas vezes exigem escolas/universidades de 1a. linha e podem estar perdendo uma ótima contratação.

Abraços,

10 03 2008
Carlos Cornélio

Marcelo,

Sobre este assunto queria indicar o site http://www.ddic.com.br. Empresa capitaneada pelo eminente Arthur Hyppólito de Moura.Ali podera se lido na biblioteca o artigo de Michel Authier – Princípios Técnicos das Árvores de Conhecimento.Creio que este conceito nos permite identificar todo o potencial de uma pessoa a partir do reconhecimento de suas aptidões,resultantes de sua formação academica,de sua experiência de vida e da troca de experiências com outras pessoas

Grande Abraço

Carlos Cornélio

10 03 2008
cucadebanana

Carlos,

Obrigado pelo seu comentário. Isto ajuda a enriquecer o tema.

Abraços,

10 03 2008
Ubirajara Maia Oliveira

Marcelo,

É um assunto polêmico, mas entendo que a educação formal é essencial ! Os ensinamentos são diferentes aprendidos na teoria dos que nos deparamos no dia-a-dia. Escutei estes dias um podcast brilhante do Max Geringher http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/max.asp sobre este assunto.

[]s

Ubirajara

10 03 2008
Otávio Fontoura

Olá, Marcelo.
Se você fizer uma relação dos talentos que uma pessoa precisa ter para obter sucesso na carreira e na vida, somente cerca de 15% deles podem ser classificados na categoria “conhecimento”, os restantes 85% são “atitudes e habilidades”. De nada adianta um alto estoque de conhecimento, que não é colocado em prática. O mal do nosso século não é a falta de conhecimento, mas a “inércia”. Outro dado interessante é que 87% das demissões ocorrem, não por falta de conhecimento, mas por problemas de conduta. É preciso ponderar sobre isso quando analisamos uma possível contratação. E também continuar a investir no desenvolvimento de atitudes e habilidades. Afinal, é isso que as pessoas, as empresas e o mercado esperam de um profissional.
Continuo a te desejar muito sucesso.
Abraço,
Otávio Fontoura.

11 03 2008
cucadebanana

Otavio,

Obrigado pela sua participação, como sempre assertiva e inteligente.

Abraços

11 03 2008
Alvacir Schulze

Marcelo e camaradas,
esta questão da educação formal me parece muito com outra polêmica que existe sobre metodologias de desenvolvimento “tradicionais” versus metodologias “ágeis”. A questão toda está ligada a quanto cada uma delas está focada em pessoas e o quanto está focada (confiança depositada) no próprio processo em si. No caso das metodologias – de fato não adianta colocar um bando de mediocres a seguir uma metodologia simplesmente por que o máximo que conseguirão é eficiência e não a eficácia tão necessária. Particularmente, considero a educação “formal” como essencial pois ela é, do ponto de vista sociológico, a melhor forma de se perpetuar um conhecimento e permitir ganhos de produtividade pois um novo conhecimento nasce de onde alguém outro parou – processo científico.
Abraço.
Alvacir.

11 03 2008
cucadebanana

Grande Alvacir,

Concordo com você que o tema é polêmico e graças a Social Media, conseguimos debater nossas idéias.
Também sou adepto da educação formal, apenas fiz um alerta para este não ser um pré requisito rígido.

Obrigado e continue participando com seus comentários.

Grande Abraço,

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